Bazarov, O Nilista de Turgenev

•Maio 26, 2009 • Deixe um comentário
Ivan Turgenev

Ivan Turgenev

Não tem como não se apaixonar por Fathers and Sons , de Ivan Turgenev, principalmente pelo o nilista Bazarov. Vou enfantiza-lo até a última palavra dele antes de morrer. O que Bazarov queria afinal? Ele realmente se matou pois viu que suas convicções nilistas foram derrubadas pela piada de ‘mal gosto’, que é o romanticismo, ou melhor, o amor, logo ele o tão independente homem que ‘melhor o homem  trabalhar quebrando rochas na estrada do que deixar a mulher mandar num polegar dele’? Vamos tentar analisa-lo, primeiro o escritor , depois o seu héroi.

Ivan:

Turgenev era um liberal, representante  dos “Pais”, um “homem dos quarenta”, dedicando sua vida nos ideais da civilização do Oeste(russos que acreditavam que a Russia deveria seguir o exemplo deixado por Peter O Grande, a apoiar a aproximação da Rússia com o oeste). Opostos a Ivan estava toda uma joven geração da  Intelligentsia Russia, que se tornaram proeminentes depois da Guerra da Criméia. O lider era N.G. Chernyshevsky(1828-89) que ajudou o jornal The Contemporary a radical publicação. Sua advocacia do materialismo científico, estética utilitária, egoismo racional e uma variedade de outras idéias , educou uma vasta geração de jovens russos , na intenção de fazer com que eles rejeitem e critiquem tudo- instituições nacionais, a igreja, o status político e assim vai- o que não se deu as ciências naturais. Aliado com toda essa crença estava, se apenas a sociedade fosse mudada, em racional e linhas socialistas, humanos poderiam também ser mudados e um ‘novo homem’ poderia ser criado. Mais radical ainda era  o N.A. Dobrolyubov, protégé do N.G. Foi inspirado nessa geração de Turgenev se inspirou para o herói.Onde ele conheceu um jovem médico com esses mesmos ideiais.

Ele escreveu :

Nesse remarcável homem onde encorpado – nos meus olhos- que escarçamente concedeu, ainda fermentando principio que depois recebeu o nome de Nilismo.  A impressão produzida sobre mim dessa pessoa foi muito forte e ao mesmo tempo não inteiramente clara.

O que Turgenev sentiu sobre esse ser vivo, foi acima de todo seu Nilismo, seu compromisso com a ciência e materialismo, seu negativismo, sua auto-certeza, cinismo, energia, repúdio da estética do sentimento e romantismo. Influenciado uma gama de escritores como o heroi    Rakhmetov de Chernyhevsky, no romance What is to be done? (1863), Raskolnikov e Ivan Karamazov do velho Fiodor, Mark Volokhov de Goncharov e entre outros “positivos” heróis.

 

Evgeny Bazarov:

Tendo uma Quixotesca independência mental, usa-se disso como principal arma para qualquer tipo de cliché. O critério de Bazarov é utilitarista.  Aristocracismo, liberalismo, progresso e principios são palavras estrangeiras e inúteis na sua cabeça. São inúteis especialmente onde as necessidades humanas, principalmente as dos aldeões rurais daquela Rússia que ainda viviam de subsistência. A indiferença dele para individualismo e seus sentimentos e para o senso artístico em geral faz ele declarar no primeiro encontro em que ele discute algo com Odintsova que “todas as pessoas são iguais nas suas almas e nos seus corpos”. Seu fanatismo por fórmulas e generalidades tem um tipo de chamado simplista. Mas ele está prestes a  descobrir que ele não estava tão certo assim: doenças morais podem ser corrigidas, mas não a cura para o amor, pois acaba  se apaixonando por Odinstova pois só existe cura para a extrema arrogância quando ele se compara a um Deus  e acaba por morrer tragicamente por uma doença, confinado na cama em seus últimos dias.

Pygmy , novo livro do autor de Clube da Luta

•Maio 19, 2009 • 1 Comentário

pygmy

O narrador do livro é uma garoto de 13 anos de um estado totalitarista não especificado que veio a América como parte de um elaborado plano terrorista. O livro é repelto de dupla-sátira, para Pygmy a America pode ser “uma colmeia de corrupção” mas também um espaço de grandes tentações. O escritor quiz fazer piada dos superpatriotas e dos que pensam que o país pode cometer nenhum erro, mas também fazendo pirraça dos que pensam que América é o país  maldito da fase da terra. Quando se fala ou de Bush ou de Michael Moore, existe uma obsessão, de qualquer maneira ambos fazem parte de extremismos, e isso o irrita, e a mim também. Tenho amigos que se dizem ultra-nacionalista no Brasil, chega até ser uma piada, engraçados que eles nem brancos são, existe o mito de que só branco é racista. E outra , se alguém tiver o direito de ser nacionalista no Brasil, só os Indios mesmo que podem ser levados em consideração, porque se o Brasil tinha uma identidade, foram eles que criaram. Por favor não me venham com papos políticos se vocês não gostam de escutar a opinião contrária dos outros, pois somos muitos ignorantes e não entendemos nada de Nacionalismo não é, se fores nacionalista deves trabalhar algum dia de graça para a nação não? ou sou uma mera nordestina que tem que lembrar aos outros que Holandeses estiveram pelas terras?  Sainte Vierge!

Voltando ao Chuck  Palahniuk.

Pygmy é talvez a sua obra mais agressiva e provocante segundo Metro Canada. O Objetivo dele é tranformar as coisas simples e ordinárias em especias. Todos conhecem o WalMarte , vulgo Bombreço em PE , pois foi uma questão de transforma-lo.

” A glória de ser um escritor , é quando você bagunça feio, você consegue transformar isso em algo que funcione”

Pagan Fest II

•Maio 15, 2009 • Deixe um comentário

 

PaganFestUSA_Pt2

Realizei um sonho bobo de criança, ver um festival de bandas folk de metal com direito a sanfonas, cotas de malhas, canecas com Ales, batalhas e gente de elmos com chifres. Foi fanstástico. A cena em Vancouver não é grandona, o que faz com que você conheça os músicos de perto , pegar paletas autografadas facilmente e tirar fotos com AYE o Admiral Noberd! Os piratas de New jersey!

A primeira banda foi o Swashbucks, o palco estava decorado com caveiras, palmeiras, barcos, tesouros e eu pensei ‘que porra de festival é esse’, ai veio os caras vestido de pirata que foi a maior escrotisse da fase da terra. O novo album saiu pela Nuclear Blast e se chama “Back to the Noose”, eles mesclam thrash|death, mas a temática é Pirata! Jack Sparrow ficaria bem como background. Pra dar mais risada , olhem o myspace deles : http://www.myspace.com/swashbuckle e falando em piratas, Bob Sponge daqui, sempre antes da aninação tem um pirata muito doido, com um papagaio de plástico que mora em algum lugar lugar e tem ligação com o Bob, ainda estou sem entender direito, haha.

A segunda banda foi Blackguard de montreal, eles são bombasticos, inclusive a baterista Justine é uma monstra! Estilei aquela fêmea! Mas todos são muito simpáticos. Olha a cara do Terry quando me viu com a camera:

pagan 041 De brinde ainda ganhei uma paleta autografada.

 

 

 

 

 

 

Recomendo ir também no myspace deles, todos bem sorridentes fazendo a libação diária como todo pagão tem direito! O mais fantástico foi que ao invés de roda , eles pediram pra os presentes guerrear. Montava um grupo do lado, outro do outro como nas batalhas e no comando do Paul Ablaze , os ‘guerreiros’ se batiam de frente. A coisa mais tosca e hilária ever.

A terceira foi a esperada Moonsorrow da finlândia, ahhhhhhhh, tocaram clássicos com direito a você querer ficar cantando os velhos “ôôÔ ” a noite inteira, mas eu já estava parcialmente morta quando a banda acabou de tocar, gravidez cansa meu velho, também , covardia , pôr 5 bandas numa plena quarta-feira começando as 8 da noite, é pra quebrar qualquer um.

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Ville Sorvalli

A penúltima banda, Primordial, da Irlanda, não tinha bem sonoramente um estilo folk, mas a temática é ‘orgulho irlandês’ , com a bandeira da Irlanda que eles fizeram questão de trazer. O A.A. Nemtheanga era o vocalista mais abrangente de todos, tinha um fervor quase católico pra se referir a cultura do seu País. Ficava apontando pra a bandeira dizendo ‘Vocês estão vendo isso’, falava histórias de guerra, e ainda falava, não sei se foi pra fazer contraponto com as bandas finlandesas : “Vocês não são vikings, são? garanto que sao Irlandeses ( de fato , existe uma grande decendência de Irlandeses aqui). Mas ele apesar da sua careca que pra alguns , careca não tem presença (mentira abstrasta, Satyr está mais moral que nunca ) foi o que mais teve presença, o mais excêntrico e o mais energético. Primordial mesmo.

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E sobre o Korpkilaani, a bateria tinha acabado, tanto a minha como a da câmera. E foi a banda que eu comprei a camiseta ….Zut.

Poe e Seu corvo, pobres

•Maio 13, 2009 • 2 Comentários

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Reapareci! Sabe como é, nessa mundança constante de País , a pessoa precisa de um tempo pra se adaptar e sentir de verdade o que está ao seu redor. E o Canadá é  um país engraçado para isso. Depois relevo o que se passa , já que memórias também européias se passam na cabeça. Mas mudando de assunto, estava pensando no Poe esses dias, lembrando da casa dos Usher e seu morador doentio que parece comigo quando estou com crises enxaquecais, ai lendo sobre o The Raven- O corvo, não o poema em si, mas a história da publicação e as críticas recebidas, olhe , é de dar dó do Poe , não só dele , mas de toda uma gama de escritores que viveram e vivem pobres . Não pela crítica pesada( na época dele), porque qualquer um lança livro  (Até uma tal de Mayra dias Gomes que sugou o nome do papai pra se apoderar de fama de escritora),  no caso atual é a falta de leitores mesmo. Mas estou falando do Corvo. Historias de todo gênero se formaram sobre esse poema, desde plágio até ter sido vendido por meros 9$ ou 15$.

Sobre as fortunas das publicações:

Foi primeiramente publicado pelo “amigo” dele  da Graham´s Magazine na Philadelphia.O poema foi diminuido e foi dado 15 dolares de caridade pelo amigo do cão. Então o pobre tentou no The American Review, mais uns meros 9 dólares. Sucessivamente foi sendo publicado em périodicos como New york Tribune, Broadway Journal , Southern Literary Messenger etc etc . Obteve sucesso, mas nada financeiro, então “Tales” foi publicado em junho de 1845 por Wiley and Putman, foi o primeiro livro dele em cinco anos que depois foi lançado o The Raven and Other Poems, o primeiro livro de poesia em 14 anos, com 100 páginas e vendido por meros 31centavos…

Recepção Crítica:

Ele se tornou celebridade em seu país, novamente reponho a condição de sans aucune argent, mas as críticas é que foram lastimavéis. O corvo foi apreciado por dois de seus amigos escritores, William Gilmore Simms e Margaret Fuller, mas foi reduzido a cinzas por William Butker Yeats, que chamou o poema de ‘insincero e vulgar… sua execução é um truque rítmico”, outro crítico disse que só poderia assustar crianças sobre idiotas histórias de fantasmas. Surgiram especulações de plágio, inclusive um outro amigo do cão dele afirmou depois que o pobre do Poe já estava enterrado , que ele plagiou um dos seus poemas.

Me digam quantos escritores são autênticos nesse século e quantos vão ter uma vida decente(interrogação, teclado canadense de merda),e os que são autênticos , são famosos (interr). É aquela história, estamos numa sociedade tão apressada, que quem se dedica a alguma arte é visto como perdedor, precisam de resultados imediatos, não interessa o trabalho que você faça, o dinheiro tem que estar rodando , consuma rápido, ou virá outro e comprará, e essa crise, é resultado dessa indulgência capitalista , não é caro Marx(interrogação).

Contos de Fadas

•Janeiro 19, 2009 • 3 Comentários

Quando leio conto de fadas ou literatura infantil, sempre tento analisar as etimologias, os significados ocultos, a evolução etc… Hoje é muito fácil criticar as coisas que não conhecemos, afinal, fazemos parte da grande massa, ou você é algum Phd Ilustre, ganhou algum nobel?  Dizer que Beowulf é uma bosta de mitologia, falar que os alinhamentos dos planetas significa nada e falar que contos de Fadas é coisa pra criança, é bom saber antes o que se critica. Oh grande massa estúpida que fazemos parte né?

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Sobre Beowulf

Todas as tradições antes do século VII eram divulgadas oralmente por milhares e milhares de anos, foi somente nesse século VII com a transcrição do poema épico anglo-saxão Beowulf que elas começaram a ter registro material. O texto é de grande importância por ser o primeiro épico anglo-saxão e por revelar  inúmeros traços peculiares da tradição escandinava durante a cristianização daquela cultura, em uma época de enorme transição. Não foi apenas ua historia feita para um filme em 3D para criançinhas. Uma dica, leiam a versão inglês arcaico- inglês dele, traduções não funcionam muito bem.

Sobre Fadas

Já as fadas tomaram algum tempo para aparecer, esperaram até o século IX para serem registradas nas páginas dos Mabinogion, texto galês composto por quatro histórias distintas que não assinalam somente o surgimento das fadas, mas também a transformação das aventuras reais que porventura podem ter dado origem ao Ciclo Arturiano, em lendas. Diferentemente do que se poderia pensar, os contos de fada não foram escritos para crianças, muito menos para transmitir ensinamentos morais . Sua forma original traziam adultério, incesto, canibalismo, mortes hediondas.

Origininalmente concebidos como entretenimento para adultos, eles eram contados em reuniões sociais, salas de fiar, campos, onde adultos se reuniam, no exemplo de A Bela Adormercida, o príncipe abusa da princesa em seu sono e depois parte, deixando-a grávida. (Cashdan)

Quem quiser saber mais sobre  como os contos de fadas se tornaram contos da carochinha da Disney, pesquise.

Fontes: Revista discutindo Literatura , edição 18. / Wikipédia

Fonte beowulf: Leituras da história , Ano I – nº 4

Primeiro Modelo da semana

•Janeiro 16, 2009 • Deixe um comentário

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Nome: Antti

Idade: 27

Fã da banda Dinosauruxia, usa no colar uma decoração de natal, um cinto de castidade, uma calça que o companheiro de quarto deixou, chápeu que comprou em loja de carnaval, e botas de cavalaria. Sempre quiz fazer hipismo…..

Poema

•Janeiro 13, 2009 • Deixe um comentário

Dans la corde, un noeud, une tête

Sur les épaules, le fardeau avait disparu

Les mechants esprits faisaient une fête

puis la douleur  ne les avait pas convaincus

Toute sa famille est amère

même en mort, même en vie

La plus souffrant était sa mère

la regarder une fois encore, il envie

La solitude ne veux plus lui parler

Elle dit seulement ‘tu es fautif ‘

Il la regard à chanter

‘Quel est le motif?’

Escrevi  naquela opressiva cidade chamada Paris.

Schopenhauer

•Janeiro 8, 2009 • Deixe um comentário

O dinheiro é uma felicidade humana abstracta; por isso aquele que já não é capaz de apreciar a verdadeira felicidade humana, dedica-se completamente a ele.

Marketing

•Janeiro 5, 2009 • Deixe um comentário

Você quer fazer sucesso, nem que seja momentâneo, fale que odeia alguma coisa, grupos, ou pessoas, o exemplo disso está nos orkuts (graças a deus que não tenho), blogues, por que quem tem emprego não fala com caras e bocas que odeia algo tão explicitamente.

Muito fácil odiar e ofender neste embuste virtual.

Humildade

•Janeiro 3, 2009 • Deixe um comentário

- Aslam – disse Bri, com a voz estremecida -, acho que sou um estúpido.

- Feliz o cavalo que sabe disso ainda na juventude. Ou o humano.