
Ivan Turgenev
Não tem como não se apaixonar por Fathers and Sons , de Ivan Turgenev, principalmente pelo o nilista Bazarov. Vou enfantiza-lo até a última palavra dele antes de morrer. O que Bazarov queria afinal? Ele realmente se matou pois viu que suas convicções nilistas foram derrubadas pela piada de ‘mal gosto’, que é o romanticismo, ou melhor, o amor, logo ele o tão independente homem que ‘melhor o homem trabalhar quebrando rochas na estrada do que deixar a mulher mandar num polegar dele’? Vamos tentar analisa-lo, primeiro o escritor , depois o seu héroi.
Ivan:
Turgenev era um liberal, representante dos “Pais”, um “homem dos quarenta”, dedicando sua vida nos ideais da civilização do Oeste(russos que acreditavam que a Russia deveria seguir o exemplo deixado por Peter O Grande, a apoiar a aproximação da Rússia com o oeste). Opostos a Ivan estava toda uma joven geração da Intelligentsia Russia, que se tornaram proeminentes depois da Guerra da Criméia. O lider era N.G. Chernyshevsky(1828-89) que ajudou o jornal The Contemporary a radical publicação. Sua advocacia do materialismo científico, estética utilitária, egoismo racional e uma variedade de outras idéias , educou uma vasta geração de jovens russos , na intenção de fazer com que eles rejeitem e critiquem tudo- instituições nacionais, a igreja, o status político e assim vai- o que não se deu as ciências naturais. Aliado com toda essa crença estava, se apenas a sociedade fosse mudada, em racional e linhas socialistas, humanos poderiam também ser mudados e um ‘novo homem’ poderia ser criado. Mais radical ainda era o N.A. Dobrolyubov, protégé do N.G. Foi inspirado nessa geração de Turgenev se inspirou para o herói.Onde ele conheceu um jovem médico com esses mesmos ideiais.
Ele escreveu :
Nesse remarcável homem onde encorpado – nos meus olhos- que escarçamente concedeu, ainda fermentando principio que depois recebeu o nome de Nilismo. A impressão produzida sobre mim dessa pessoa foi muito forte e ao mesmo tempo não inteiramente clara.
O que Turgenev sentiu sobre esse ser vivo, foi acima de todo seu Nilismo, seu compromisso com a ciência e materialismo, seu negativismo, sua auto-certeza, cinismo, energia, repúdio da estética do sentimento e romantismo. Influenciado uma gama de escritores como o heroi Rakhmetov de Chernyhevsky, no romance What is to be done? (1863), Raskolnikov e Ivan Karamazov do velho Fiodor, Mark Volokhov de Goncharov e entre outros “positivos” heróis.
Evgeny Bazarov:
Tendo uma Quixotesca independência mental, usa-se disso como principal arma para qualquer tipo de cliché. O critério de Bazarov é utilitarista. Aristocracismo, liberalismo, progresso e principios são palavras estrangeiras e inúteis na sua cabeça. São inúteis especialmente onde as necessidades humanas, principalmente as dos aldeões rurais daquela Rússia que ainda viviam de subsistência. A indiferença dele para individualismo e seus sentimentos e para o senso artístico em geral faz ele declarar no primeiro encontro em que ele discute algo com Odintsova que “todas as pessoas são iguais nas suas almas e nos seus corpos”. Seu fanatismo por fórmulas e generalidades tem um tipo de chamado simplista. Mas ele está prestes a descobrir que ele não estava tão certo assim: doenças morais podem ser corrigidas, mas não a cura para o amor, pois acaba se apaixonando por Odinstova pois só existe cura para a extrema arrogância quando ele se compara a um Deus e acaba por morrer tragicamente por uma doença, confinado na cama em seus últimos dias.



De brinde ainda ganhei uma paleta autografada.



